quinta-feira, 3 de abril de 2014

Paramount agora só exibe cópias digitais de filmes no cinema

Fonte da imagem: Reprodução/Cinema Warrior.

Publicado originalmente no site Tecnogeek, em  20 de janeiro de 2014

Paramount agora só exibe cópias digitais de filmes no cinema

Produtora é a primeira a largar de vez o formato de distribuição analógico, em filme de película.
  
O filme “The Anchorman 2″ (lançado no Brasil como “Tudo por um Furo”) é um longa-metragem que vai marcar época na indústria cinematográfica — não pela importância da produção em si, mas por ser a última estreia da Paramount a ser exibida nos cinemas com cópias analógicas. De acordo com fontes ligadas ao LA Times, a partir de agora a película de 35 mm será totalmente substituída pelo digital no estúdio.

Com essa ação, a Paramount torna-se o primeiro estúdio cinematográfico de grande porte a adotar somente a forma de distribuição digital, depois de 120 anos do método antigo. “O Lobo de Wall Street”, dirigido por um entusiasta da película (Martin Scorsese) e um dos candidatos ao Oscar deste ano, é o primeiro longa-metragem enviado aos cinemas somente sob o novo modelo.

O curioso da história é que essa notícia corre apenas pelos bastidores: apesar de ser algo revolucionário, nenhum estúdio quer ser reconhecido como “a empresa que matou o filme analógico”. Apesar da nostalgia de assistir a uma produção exibida em película, a produção desse material pode custar dez vezes mais do que no caso das cópias digitais.

Mas a notícia não é boa para todos: cinemas de menor porte podem sofrer com a transição, já que o projetor digital é um acessório extremamente caro. Nos Estados Unidos, 8% dos estabelecimentos ainda não possuem o equipamento necessário.

Foto e texto reproduzidos do site: http://tecnogeek.com.br

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Muito Além da Sala de Cinema








Fotos: Hamilton Pavam.

Magia.

Publicado originalmente no site diarioweb.com.br, em 30 de Junho, 2013.

Muito além da sala de cinema
Por Raul Marques  

Na hora marcada, as luzes se apagam. Som e imagem invadem a sala de cinema e criam atmosfera que transporta o público para ambientes que envolvem magia, aventura, romance ou drama. Tudo deve ocorrer de forma programada e sincronizada. Pouca gente percebe, mas essa grande mágica, que tanto encanta os apaixonados pela sétima arte, torna-se possível graças à intervenção direta de um profissional: o operador cinematográfico. Sua presença só é notada por quem está na frente da tela quando acontece ruído ou erro claro no processo. Isso, no entanto, é raro.

A primeira missão do profissional que trabalha no Cinemais, em Rio Preto, é “escalar” uma longa escada, com 45 graus, para chegar ao secreto, escuro e extenso QG, onde fica o comando das sete salas. Cinco funcionam em sistema que usa projetores para exibição de 35 milímetros e duas são digitais (3D).

Por turno, dois operadores comandam a exibição de sete longas metragens quase ao mesmo tempo. A diferença para apresentação de uma película para outra é de apenas dez minutos. Assim, é necessário manter os olhos na aparelhagem e no relógio. Por dia, são apresentados 27 filmes, cada um com 1h30 de duração média.

De forma continuada, é verificado se está em ordem o conjunto de equipamento que faz cada sala um lugar único para essa arte. Imagem, som, iluminação e ar condicionado têm importância parecida e, com maior ou menor papel, colaboram para o espetáculo. Antes da exibição, no entanto, um longo caminho é percorrido. Os filmes de 35 milímetros são trazidos normalmente de São Paulo por uma transportadora. Os rolos são entregues poucos dias antes do filme entrar em cartaz. Chegam separados entre quatro e dez partes, depende do tempo de duração.

Começa, então, o processo de montagem. A sequência cinematográfica é colocada em ordem. Uma série de trailers é incluída. Essas partes são coladas. As emendas não são percebidas pelo público. A parte técnica também é ajustada. Quando tudo está pronto, o rolo é colocado em uma espécie de aro gigante de bicicleta. Com tudo pronto, é hora de ligar a aparelhagem e deixar a projeção tomar conta da tela. A lente do projetor é ajustada para a imagem ocupar a tela por igual. No equipamento digital, tudo é mais rápido e prático por um simples motivo: a montagem é feita no computador.

O filme de 35 milímetros exala poesia e tem som que remete ao período clássico do cinema. Na sala, porém, ninguém escuta esse áudio, que lembra uma bicicleta em alta velocidade. O outro som do lugar, só para constar, nada vale. É o ar condicionado. Os operadores contam com uma janelinha em cada sala para verificar se o som apresenta a qualidade adequada e o ar funciona perfeitamente. Mas ela só pode ser aberta com parcimônia - para o ambiente do QG não atrapalhar. Se algum casal se empolga e extrapola o limite do aceitável, é acionada a fiscalização na porta da sala.

A fita usada nas emendas do rolo de filme pode esquentar e romper. Muitas vezes, o problema é solucionado sem ninguém perceber. Aí, entra em campo a experiência. O trabalho não acaba com o final do filme. É necessário voltar o rolo para o início. O processo demora seis minutos. O silêncio dura quase nada. Rapidamente, é necessário aprontar tudo para a próxima sessão. Até o final do expediente, tem muita luz, equipamentos e ação para administrar.

Em 2015 todas serão digitais

A tendência é que até 2015 a maioria das salas de cinema do Brasil substitua os projetores de 35 milímetros por modernos aparelhos digitais. As principais vantagens: aumenta a qualidade da imagem e do próprio som e não existe mais os pequenos filme e, portanto, é eliminado esse processo de montagem.

É só colocar o arquivo na máquina e apertar o play. Outra possibilidade que a modernidade vai oferecer é o recebimento de filmes por satélite. A tecnologia já existe e é usada em Rio Preto. Uma importante partida de futebol disputada na Europa foi transmitida em tempo real na sala de cinema e chamou a atenção dos torcedores. Funciona assim: as informações são recebidas por uma antena, que as repassa a um decodificador. Esse aparelho transforma os dados em imagem 3D. É só ligar o projetor e iniciar a sessão.

Fotos e texto reproduzidos do site: diarioweb.com.br

Cinema no interior


Cinema no interior.

No interior da Paraíba há cinema fora do circuito dos shoppings da capital. É o que revela uma matéria de Renato Félix, no Caderno 2, do Jornal Correio deste sábado (15). O cinema fica no município de Remígio (PB), sob os cuidados de um mecânico da cidade.

 Conforme a reportagem, o mecânico Regilson Cavalcante (32) reativou o Cine São José, antigo cinema de Remígio, que funcionou de 1965 a 1990. Após ser fechado, o local virou depósito. Agora, porém, ele renasce como Cine RT, iniciais de Regilson e sua esposa Tamires, inclusive, com uma programação equivalente aos cinemas de João Pessoa e Campina Grande, por exemplo. O Cine RT também tem registro na Ancine.

 Conforme o idealizador do Cine RT, o público espectador ainda é pequeno. Mas por gostar tanto de cinema, Regilson não pretende fechar o local. Ele acredita e espera que o público se acostume e comece a valorizar o cinema no interior. 

Foto e texto reproduzidos do site: cadernodematerias.com

O Cineminha de Regilson Cavalcante


Matéria publicada originalmente no Jornal da Paraíba, em 19 de março de 2014.

O Paradiso é em Remígio
Proprietário do 'único cinema de rua da Paraíba', ganha novo kit de projeção e vislumbra futuro promissor para o Cine RT.

Por André Cananéa


Para manter o cinema Regílson conta com a esposa, que trabalha na bilheteria, e um único funcionário, em Remígio, no Brejo paraibano, Regílson Cavalcanti Silva ganha a vida consertando motos numa oficina que abriu há 8 anos. O ganha-pão da família – ele é casado e tem uma filha pequena – também financia o sonho de criança do mecânico: ter um cinema.

“Temos o único cinema de rua da Paraíba com programação de shopping”, diz o orgulhoso proprietário do antigo Cinema São José, hoje rebatizado de Cine RT – das iniciais de Regílson e de sua esposa, Thamires.

Tal qual um personagem de Cinema Paradiso (1988) ou Cine Holliúdy (2013), o mecânico se vira em gerente, programador e projecionista em seu quixotesco objetivo de fazer as pessoas voltarem a frequentar o cinema da cidade e embarcar na mágica viagem da projeção de 24 quadros por segundo.

Atividade em extinção fora dos grandes centros, o Cine RT opera com cópias em 35 milímetros, aposentadas por Hollywood no final de 2013, quando passou a adotar somente cópias digitais, e não atrai o número suficiente de pagantes para fazer do cinema, um negócio autossustentável. “Quando dá umas 50 pessoas na semana, é porque a bilheteria tá boa”, conta o mecânico, ressentido.

Nem isso, nem o prejuízo financeiro, desanimam Regílson.

Muito pelo contrário. Com seu cinema gerando matérias de alcance nacional - foi capa do Segundo Caderno do jornal O Globo, no Rio de Janeiro, no começo deste mês - e um novo kit de projeção, doação da rede Cinépolis, que opera em João Pessoa, o mecânico vislumbra um futuro promissor.

“Tenho fé que vai melhorar ainda mais. Minha expectativa é bem alta com esse novo sistema de som e a imagem, que é bem superior ao que a gente tinha aqui. Só falta conseguir as poltronas”, diz, por telefone, referindo-se a sua prioridade número um a partir de agora: trocar as cem cadeiras de plástico do cinema por poltronas apropriadas.

Regílson fretou um caminhão baú na segunda-feira passada para buscar o equipamento em João Pessoa. Ontem mesmo já começou a instalá-lo e espera estrear o novo maquinário já no próximo final de semana.

Inaugurado em 13 de fevereiro de 2012, o cinema funcionava com um projetor que ele comprou de um antigo cinema em Guarabira. “Comprei dois por R$ 3.500,00 e reformei um, com peças boas do outro”, explica. Também funcionava com um antigo sistema de som doado pela rede Cinesercla, que atua em Campina Grande.

Com os novos equipamentos, ele vai passar a utilizar um projetor Galax importado de 35 mm, muito mais sofisticado que seu equipamento atual. “Ele está funcionando perfeitamente”, garante.

O antigo kit de projeção – que também vinha funcionando satisfatoriamente – vai ficar encostado, por enquanto. “Adoraria doar para alguém que queira, também, abrir um cinema na Paraíba. Quem sabe aparece aí uma cidade com a disposição de um projeto assim, como o nosso”.

PAIXÃO DE INFÂNCIA

A paixão de Regílson pelo cinema vem dos tempos de criança, quando pegava as fraldas de pano dos irmãos mais novos para projetar as tiras de película que catava no lixo do Cine São José, a partir de uma caixa de sapatos adaptada com lâmpada e lentes.

Único cinema de Remígio, o Cine São José teve seus dias de glória entre os anos 1960 e 70, quando era mantido pelo falecido empresário José Leal. Na virada dos anos 80 para os 90, reabriu sob nova direção, mas por um curto período.

Já adulto, e sem cinema na cidade, Regílson passou a frequentar o único multiplex de Campina Grande, distante 30 km de Remígio. Lá, conheceu o gerente e os técnicos e foi aprendendo como funcionava a máquina que projetava sonhos nas telas.

Depois de convencer os herdeiros de José Leal a alugar o mesmo galpão onde um dia foi o São José, ele partiu para a reforma do lugar, que levou seis meses. Conseguiu, também, revitalizar a tela do antigo cinema, deixando-a com 7 metros de largura e 3,8 de altura.

Para manter o cinema Regílson conta com a esposa, que trabalha na bilheteria, e um único funcionário, que fica na bombonieri. Muitas vezes, ele liga o projetor, ajusta o tempo no relógio, e sai para dar uma volta, ou até mesmo ir à missa aos domingos, e retorna antes dos créditos finais.

"Quero traze Robocop".

A partir de uma rede de informações que montou, tendo numa ponta gerentes de cinema de Patos, Campina Grande, João Pessoa e Recife (PE), e na outra as próprias distribuidoras, com as quais o mecânico negocia diretamente, Regílson Sousa mantém uma programação atualizada no cinema de Remígio.

Com sessões diárias às 18h e 20h, e uma matinê extra às 16h aos sábados e domingos, a sala funciona com cem cadeiras de plástico e cobra ingressos a R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia), exibindo filmes como Hércules, de Renny Harlin, que até o comecinho do mês estava em cartaz na capital.

As cópias, conta ele, saem de Recife para Remígio. “Não dá mais para pegar as cópias em João Pessoa e Campina Grande porque agora eles exibem tudo digital. Então tenho que ir buscar em Recife, onde ainda consegui os filmes em 35 mm e dublados”.

Pelo Facebook, ele mantém uma página do cinema, onde informa os lançamentos - que agora ocorrem às quintas-feiras, seguindo a tendência nacional - e sorteia ingressos.

Lá, fica-se sabendo que filmes como 300 A Ascensão do Império e Sem Escalas, blockbusters que ainda estão em cartaz nas salas multiplex da Paraíba.

"Hoje estou lutando para trazer uma cópia de Robocop (do diretor José Padilha) aqui pra Remígio", avisa.

Foto e texto reproduzidos do site: www.jornaldaparaiba.com.br

Regílson Cavalcanti Silva e seu cinema de rua, em Remígio - Paraiba


Publicado originalmente no site paraiba.com.br, em 1 de março de 2014.

Mecânico luta para manter aberto o único cinema de rua da Paraíba


Com a afabilidade de Alfredo, o amor de Totó pela sétima arte e a determinação de Francisglaydisson, o mecânico Regilson Cavalcanti Silva, de 32 anos, sustenta, há dois, seu Cinema Paradiso com as adversidades de um Cine Holliúdy. Inaugurado em 13 de fevereiro de 2012, o Cine RT (R, de Regilson, e T, de Thamires, mulher dele) fica em Remígio, na Paraíba. Com pouco mais de 17 mil habitantes e distante 147 km da capital, João Pessoa, a cidade que possui uma única videolocadora ainda dá pouca atenção ao empreendimento.

— Quando a semana tá boa, eu chego a ter 45 pessoas aqui — conta Regilson, que ganha a vida consertando motos numa oficina montada há oito anos, numa rua próxima ao cinema.

Com filmes dublados em duas sessões, de segunda a sexta-feira, às 18h e às 20h, e uma matinê às 16h, nos sábados e domingos, o cinema cobra ingressos de R$ 4 (meia) e R$ 8 (inteira). Mesmo mantendo uma programação atualizada — na semana passada estava em cartaz “Frankenstein — Entre anjos e demônios”, de Stuart Beattie, que seguia no circuito carioca até o último dia 13 —, ele não consegue levantar receita suficiente para manter o cinema. Somando o aluguel do prédio, o custo com filmes — que pode chegar a R$ 2 mil a unidade —, os impostos e as despesas operacionais, o Cine RT parece um investimento kamikaze.

— Não é pelo lucro, não, que eu nunca tive — lamenta o mecânico — As contas não fecham, e eu tenho que usar dinheiro da oficina para manter o cinema aberto. Já houve mês em que eu precisei tirar R$ 1.500 do bolso para cobrir as despesas. Minha mulher já me disse para largar isso, porque há dois anos vivemos numa recessão financeira.

Mesmo assim, a mulher ajuda o mecânico. E Regilson não quer fechar as portas tão cedo. Mais que um sonhador, ele é um idealista:

— Estou nessa pelo amor que tenho aos filmes e pela vontade de fazer as pessoas da minha cidade voltarem a frequentar o cinema.

Na infância, fraldas eram a tela

A paixão vem de criança. Quando moleque, Regilson entrava no extinto Cine São José para ver Os Trapalhões e, na saída, fuçava o lixo à procura de restos de película jogados fora, que levava para casa como se fossem troféus, tal qual o personagem Totó do filme “Cinema Paradiso” (1988), de Giuseppe Tornatore:

— Eu pegava essas películas, colocava numa caixa de sapatos adaptada com lâmpada e lente e as projetava nas fraldas de pano dos meus irmãos, que eram bem branquinhas, davam uma ótima tela.
Único cinema de Remígio, o Cine São José teve seus dias de glória entre os anos 1960 e 70 e fechou as portas de vez no começo da década de 90. Com o passar do tempo, Regilson ficou amigo do neto do antigo dono do cinema. E, depois de começar a frequentar as salas mais próximas a Remígio — em um multiplex na cidade de Campina Grande, distante 30 km —, tornou-se amigo do gerente e dos técnicos do lugar. Lá encontrou quem lhe ensinasse a magia dos 24 quadros por segundo, como o projecionista Alfredo, de “Cinema Paradiso”.

Isso foi o suficiente para o mecânico decidir que era hora de ter seu próprio cinema. Regilson convenceu os herdeiros do antigo Cine São José a alugar o prédio e comandou seis meses de reformas, enquanto rodava a Paraíba em busca de um projetor de 35 milímetros. Comprou dois, ao preço de R$ 3.500, e reformou um deles utilizando as melhores peças do outro. Conseguiu, também, um som profissional, com o qual pode exibir os filmes em sistema 5.1. A sala é um grande galpão com teto de zinco e cem cadeiras de plástico. O filme é projetado na antiga tela do Cine São José, que Regilson recuperou, com 7 metros de largura por 3,8 de altura.

Nesse tempo o mecânico-dono de cinema também construiu uma poderosa rede envolvendo, numa ponta, gerentes de cinemas de Campina Grande, João Pessoa e Recife (PE) e, na outra, as próprias distribuidoras, conversando com elas por e-mail.

— Negocio direto com as distribuidoras — diz, orgulhoso, o gerente, programador e operador do Cine RT. — Tenho cadastro em todas elas. Ligo para os gerentes, vejo os filmes que estão com boa bilheteria e as praças que vão liberá-los mais cedo e negocio com as distribuidoras.

Aventura e comédia são os favoritos do público. O cinema foi inaugurado com “A saga Crepúsculo: Amanhecer — Parte 1”. Os campeões de bilheteria nestes dois anos foram “Gonzaga — De pai pra filho” e “Os Vingadores”, com uma média de 350 pessoas por semana cada.

Junto à bombonière, há cartazes anunciando “Robocop”, de José Padilha, e “Hércules”, de Renny Harlin, como próximas atrações.

— Tenho o único cinema de rua da Paraíba, e com programação de shopping! — comemora o dono do Cine RT.

Longa cearense teve bilheteria fraca.

A comédia “Cine Holliúdy” (2013), de Halder Gomes, também passou por lá, mas, segundo Regilson, não foi muito bem de bilheteria. Alguma semelhança com a história do personagem Francisglaydisson, que, no interior do Ceará, decide concorrer com a TV e montar um cinema, tido como opção de entretenimento decadente?

— A gente achou parecida essa história de que todo mundo dizia que não daria certo abrir um cinema — responde o mecânico.

O Cine RT ainda carece de poltronas adequadas, luta que Regilson colocou no topo de suas prioridades.
— Acredito que, se eu conseguir poltronas para cá, o público irá aumentar. Dar conforto é a minha prioridade agora — confessa ele, já de olho num multiplex de João Pessoa que acabou de se desfazer de mil poltronas.

Apesar das dificuldades, e ciente de que Hollywood já decretou a morte dos filmes em 35 milímetros, o incansável Regilson Silva não desanima.

— Enquanto houver película, eu sigo em frente com o Cine RT — promete.

Foto e texto reproduzidos do site: wwww.paraiba.com.br